Quissamã fazia parte do grande complexo agrário produtor de cana de açúcar instalado, desde a época da Colônia, na região de Campos dos Goytacazes. Na época, só foi possível com a importação maciça de pessoas escravizadas, trazidas da África pelos portugueses.
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O canal Campos-Macaé foi construído entre 1844 e 1961, evidentemente com mão de obra de africanos escravizados. Com 15 metros de largura e 106 km de extensão, foi o segundo canal artificial mais longo do mundo (Suez, 163 km; Panamá, 82 km). Partes estão aterradas, em Quissamã está cheio de aguapés (gigoga), mas ainda há trechos utilizáveis.
O baobá é um verdadeiro monumento natural!... Um dos poucos no Brasil, a sua semente teria sido trazida escondida em um "navio negreiro".
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Hoje o baobá é a atração principal do Museu Casa Quissamã, centro cultural, instalado nesta antiga sede de fazenda.
O baobá de Quissamã é o maior dos três existentes no estado do RJ (outros, no Rio, no Jardim Botânico e na Ilha de Paquetá). A muda do baobá teria sido trazida por escravos desembarcados clandestinamente em Barra do Furado, no canal de acesso à Lagoa Feia. Para saber mais sobre este e outros baobás brasileiros, o texto O baobá de Quissamã, de Romildo Guerrante.
O próprio nome da cidade seria referência a escravizados da região de Kissama, em Angola.
A importância desses trabalhadores forçados foi tão grande que recebe a justa homenagem de um monumento junto ao canal.
Monumento em memória dos escravos que trabalharam na construção do Canal Campos-Macaé, localizado à sua margem. A placa, no entanto, lembra a história do negro que, encontrado vivendo entre os índios pelos novos donatários das terras da região, em 1634, se disse escravo forro (alforriado, liberto). Ele lhes teria dito que era da nação Kissama, de Angola, dando origem ao nome da cidade.



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