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quarta-feira, 26 de novembro de 2025

+ 02 > Niterói - São Fidélis (RJ), via Desengano - 03 a 06/11/2025

Niterói - São Fidélis, via Serra do Desengano - RJ - 03 a 06/11/2025 >> parte 2: Santa Maria Madalena a (quase) Cambiasca


Hora de deixar Teresinha Costa e os outros amigos de Santa Maria Madalena para encarar o aventuresco caminho de terra até Cambiasca.

Pousada Verbicaro (e outras): hospedagem na paisagem
Saímos na direção oposta à da chegada e logo percebemos que o caminho, ainda que transitável, era secundário demais. Atravessamos de novo a cidade e viramos à esquerda na RJ-146, pegando a estrada (a princípio asfaltada...) que contorna o Parque Estadual do Desengano.
Ao longe, a serra do Desengano

Mais atrações turísticas na periferia de Santa Maria Madalena (onde agora se pratica o “Astroturismo”, a observação do céu desde que se tornou o primeiro “Dark Sky Park” do Brasil), restaurantes e hospedagens (destaque para a Pousada Verbicaro) e, na sequência, as assim chamadas Terras Frias. 

Restaurantes simpáticos na periferia de SMM
E logo estávamos numa boa (até então...) estrada de terra: à direita, a visão das imponentes montanhas da Serra do Desengano; à esquerda, belos vales com variados sítios.
Placas mostram o caminho na beira do Parque do Desengano

Alguma das atrações em torno da RJ-146 nem chegamos a ver... A Cachoeira  do Escorrega, nas Terras Frias, que não dava tempo de ir lá. 

Tubulações da PCH Tudelândia à beira da estrada

E a represa Tudelândia, no
rio Santíssimo, que é também uma PCH (Pequena Central Hidrelétrica), mas só vimos as tubulações à beira da estrada.  

De passagem, a entrada do Parque do Desengano
E do próprio Parque do Desengano (por que este nome?...) só vimos o portal de acesso à sede, fica pra outra vez...

E, de repente, o progresso chegando: placas para captura de energia solar sendo instaladas...
Placas de energia solar sendo plantadas...

Fora buracos e curvas, um curioso local no caminho, a Casa do Professor Pardal. Inveterado inventor autodidata, João Alfredo criou um “parque temático” tão interessante que mereceu até uma parada especial para fotos, mas só externas...

A toda criativa casa do "Prof. Pardal", inventor local

A partir daí, a estrada passava a destacar costelas e pedregulhos. O Suzuki, todo compacto, seguia que nem um cabritinho pulando na pista, Toninho dirigindo habilmente. Para meu espanto, quase sempre com apenas a mão esquerda no volante!... Um piloto cheio de estilo?... Dores no "manguito do ombro" direito o incomodavam, disse depois.

Cachoeiras e cascatas...
Estrada de terra e montanhas agudas

A paisagem seguia cheia de cachoeiras e cascatas... O problema mesmo, diante de cada bifurcação, era a definição de qual caminho tomar; “qual a direção certa, por lá ou por aqui?”... Predominava a experiência do piloto (“pra lá tem mais marcas de pneus”), mas também fizemos algumas reuniões decisórias. Ainda assim, entramos e saímos de algumas alternativas fajutas. Daí, retornar e mudar de rumo...

Placas apresentam as atrações da estrada

Eu ia fazendo o registro possível, quase todas as fotos de dentro do jipinho, agitado pela direção ousada, mas cuidadosa, de Toninho. 

A “cobertura fotográfica” diminuía de precisão quando, no revezamento dos caronas, era minha vez de viajar no banco traseiro, apertado pelas molduras das fotos que íamos mostrar nas palestrasSem problema, gosto do desafio de "capturar" fotos...

Sítios são a base da economia primária da região

Os locais, ainda que poucos, nem sempre eram distinguíveis. Alguns nomes que estavam no mapa só apareciam em setas ou placas (Renascença, Laje). E até passamos pelo Valão dos Porcos, mas não estivemos com eles... 

Entre as montanhas, lugares que não estão no mapa!

Foi assim que entendemos, quando apareceu um ônibus para Macapá (a do norte do RJ, não a da região Norte do país), que já estávamos no município de São Fidélis... 

O ônibus a caminho de Macapá!

Pertinho de Cambiasca... 

Que fica para a próxima parte da história da viagem.


sexta-feira, 12 de setembro de 2025

✓ Das Serras Capixabas ao Paraíba do Sul / # 15 - Mar, Serra e Rio (RJ/ES): dia 6 (07/07/2025)

Final de domingo em Domingos Martins: concluímos que era hora de retornar. Não muito mais o que fazer na cidade esvaziada de turistas, quase todos voltando para Vitória. Hotel reservado até terça, negociamos e partimos. 
 
Estação Mal. Floriano-ES: mais um Centro Cultural
Na rota, ainda um pouco de Serras Capixabas, a BR-101 até Campos dos Goyatacazes e depois, no contra fluxo das águas, o rio Paraíba do Sul. 
Queria passar pela estação ferroviária de Marechal Floriano, que vi na Internet. 
Araguaya mantém um trecho da antiga ferrovia.
Errei o acesso, enviesamos mais de meia hora para outra saída da cidade... 
 
Retorno, foto feita, estrada para Alfredo Chaves. 
A bucólica paisagem das Serras Capixabas.
No caminho, no distrito de Araguaya, um trecho de ferrovia conservado como se o trem passasse dali a pouco...
Estoque de madeira de eucalipto para fábrica de papel.

Montanhas e matas, paisagem bem rural, área até de turismo de aventura. 
 
Sem faltar a indústria, com o embarque de troncos de eucalipto para a indústria de celulose do Estado.
 
O Frade e a Freira: "inselbergues", versão terrestre dos "icebergs".
Chegando à BR-101, a monotonia do asfalto liso, o caminho rápido. Sabia de uma atração antes da divisa ES/RJ: o Frade e a Freira.
 
Paraíba do Sul, nos subúrbios de Campos dos Goytacazes.
Curiosa formação de montanhas que havia visto na adolescência, viajando com meus irmãos caminhoneiros entre Rio e Vitória.
 
A face norte da Serra do Desengano.
Passada a divisa, a monotonia da estrada até os subúrbios de Campos dos Goytacazes, 
ponto (e ponte) de passagem sobre o Paraíba do Sul. 

Uma cidade que, de tempos pra cá, passou a valorizar (no nome) as primevas origens indígenas.  

Subindo o rio Paraíba do Sul, para São Fidélis.
Virando à direita na tradicional capital do açúcar imperial, a estrada segue rio acima. 
 
Em todo este trecho, à esquerda, o perfil da Serra do Desengano, maior maciço de montanhas do RJ. 
E depois, com o rio na paralela da estrada, seguimos apreciando belos trechos do Paraíba do Sul, no rumo de São Fidélis.


quinta-feira, 4 de setembro de 2025

✓ Vendo a imigração italiana / # 10 - Mar, Serra e Rio (RJ/ES): dia 3 (04/07/2025)

Primeira parada da viagem, Venda Nova do Imigrante: valeu a escolha. 

Uma rua lateral no centro comercial da cidade
Não tanto pela cidade, ladeando a grande avenida (que é a passagem da estrada em direção a Minas Gerais), mas pelos produtos (e sabores) das propriedades rurais das redondezas.

Carnielli, queijos e café

Área de produção da Fazenda Carnielli
Predomina a descendência dos imigrantes italianos. Fomos a campo, começando pelos Carnielli, especializados, assim como outros, em queijos e café. 

A hora da "provação": queijos, embutidos e café

Dá para conhecer um pouco da produção da fazenda. 

Mas, o melhor mesmo é “se instalar” na área de vendas. 

O rótulo do café dos Brioschi
É a hora da "provação": vários queijos, embutidos e tipos de café para provar. 

E comprar, que os preços, sendo os do produtor, são bastante razoáveis.


E depois, os Brioschi, com seu café cereja descascado etc... 

 

Vinícola dos Tonole: parreiral, galpão e tonel
E, na sequência, depois de longa estrada de terra serra acima, os Tonole, onde os vinhos artesanais, do parreiral ao tonel, nos esperavam. 

Tonole: vários vinhos e suco de uva
Além de muitos outros itens porque, pelo que vimos, pequenos produtores precisam transformar em dinheiro tudo que podem plantar. 

No "Polentão", encontro para preparação da Festa da Polenta (outubro)
E terminando o dia, uma olhada no “Polentão”, um espaço mantido pela prefeitura, onde acontece a Festa da Polenta, atenção máxima da cidade.

Não era ainda época da festa, mas havia ao menos, num encontro preliminar de produtores com funcionários públicos, umas comidinhas e cervejas...

E bastante frio também! 

sábado, 19 de julho de 2025

✓ Na BR-101 / # 1 - Mar, Serra e Rio (RJ/ES): dia 1 (02/07/2025)

A proposta da viagem era conhecer um pouco das Serras Capixabas, visitando, ao menos, duas cidades: Venda Nova do Imigrante, de descendentes de italianos, e Domingos Martins, com maior presença de alemães.
Os caminhos também foram programados de forma a conhecer novos lugares. A ida, pelo litoral do norte do estado do Rio, a chamada Costa do Sol, passando por São João da Barra, indo até Marataízes, já no Espírito Santo, e daí para o interior. A volta, pela BR-101 até Campos dos Goytacazes, e daí pelo vale do rio Paraíba do Sul, até desviar para Nova Friburgo e descer a Serra do Mar no rumo do Rio de Janeiro e Niterói. 
 
02/07/2025, dia 1, # 1 > Na BR-101
 
Início de viagem com chuva. Daí, o clima só tende a melhorar...
 
Chuva, durante toda a manhã, desde Niterói (saída às 8:30h) e por toda a baixada por fora da região dos Lagos. 
A estrada está boa, a maior parte já duplicada, sem obras complicadas e bem sinalizada. 
 
Fila demorada de carros na estrada, sinal de acidente à frente.
  
Congestionamento de quase duas horas, devido a acidentes na altura de Macaé. Já havia sido notícia do RJTV no início da manhã e ainda prendia o trânsito por volta do meio-dia. 
 
Batida feia. Estrada com chuva é um perigo...

Passando e seguindo, com calma e paciência... 
Na verdade, eram dois acidentes, próximos um ao outro. Quando passamos os locais já haviam sido desfeitos, mas ainda serviam como avisos de perigo...