Visto (e sofrido) o estrago do Pontal de Atafona, a meta agora era o extremo nordeste do RJ, o litoral que vai até a divisa com o Espírito Santo.
O Waze mais uma vez queria ir pelo asfalto, pelas BRs... Indicava sair para Campos, depois a BR-101 e pegar uma RJ até Barra do Itabapoana, dava uns 120km.
Ora, o interessante era ir rente ao mar, atravessando a nova ponte a apenas 15km da foz do Paraíba do Sul, inaugurada em março deste ano (uns 80km de estrada). |
| "Ponte
da Integração Deputado João Peixoto", sobre o Rio Paraíba do Sul,
inaugurada em fevereiro de 2025. Antes da metade dos 80 km de
distância entre Campos dos Goytacazes e a foz, em São João da Barra. |
Ponte novinha, de acessos bem sinalizados...
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| O padrão geral das estradas estaduais no norte do RJ é a do asfalto muito desgastado, bem esburacado. |
O problema estava na continuidade do caminho: uma estrada de terra bastante gasta (embora muito melhor do que, em 2023, as estaduais do Sul de Minas).
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| Como complemento à construção da nova ponte sobre o Paraíba do Sul, a estrada que dá continuidade à rota litorânea na direção do ES, está sendo reformada e vai ser novamente asfaltada. |
Mas, logo depois, uma surpresa positiva, certamente para dar vazão ao trânsito pela ponte nova: encontramos obras de preparação de novo asfalto, muitos quilômetros de terra bem compactada.
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| No
caminho para Barra do Itabapoana começam a aparecer as torres de
produção de energia eólica. |
Nesse trecho, antes de chegar de novo ao litoral, encontrei, pela primeira vez, as torres com hélices de produção de energia, as “turbinas eólicas".  |
As torres ocupam terras de antigas
plantações de cana de açúcar
ou criação de gado.
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Um tanto assustadoras, mesmo vistas de longe, mas, ao que parece, uma nova opção econômica para a região...
Na sequência das praias, em bocas de rios menores, apareceram barcos de pesca, muitos.
Deve ser uma atividade econômica tradicional, até secular, mas não deu para imaginar como a produção de pescado da região entra no mercado geral do Estado do Rio de Janeiro ou do país...
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| No rio Guaxindiba, um porto para traineiras e local de recuperação dos barcos. |
Eis que surge, de passagem por um longo trecho de praias, o belo farol da Ponta do Retiro, talvez para “compensar”, na véspera, a “perda” do farol de São Tomé.
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| Na Praia da Lagoa Doce, o farol da Ponta do Retiro, e o casarão abandonado. |
Uma torre cilíndrica bem destacada à beira-mar, mas não totalmente sozinha...  |
| Rota facilitada pela nova ponte sobre o Paraíba do Sul. |
Junto a ela, um belo casarão completamente abandonado,
que teria pertencido ao dono da falida fábrica de farinha Tipity,
localizada em outro local do município de São Francisco do Itabapoana -
RJ.
Para conferir este trecho, o mapa do percurso, que mostra como a nova ponte, evitando a ida e volta a Campos dos Goytacazes, diminuiu a distância entre os dois trechos do litoral nordeste do Estado do RJ.