Mostrando postagens com marcador Barra do Itabapoana. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Barra do Itabapoana. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, 4 de setembro de 2025

✓ Um estirão: da costa à serra / # 9 - Mar, Serra e Rio (RJ/ES): dia 2 (03/07/2025)

 Saindo do Estado do Rio no rumo das Serras Capixabas pela rota das praias, a ideia era encarar um estirão: seguir até Marataízes, para embicar vale do Rio Itapemirim acima.

Do lado RJ da divisa com o Espírito Santo, barcos no Rio Itabapoana.
Vindo do porto da Barra, cruzando o Itabapoana, via-se que o litoral do Espírito Santo era uma continuidade. 
 
Caminhões carregados de cana de açúcar continuam frequentes na região.
Até mesmo pela presença da plantações de cana de açúcar, ainda que esparsas, sempre enchendo até o teto os caminhões.
 
A (meio escondida) falésia no litoral de Marataízes.
Nesse trecho, a atração eram as falésias. Existem também em Guaxindiba, ainda no RJ, só que menores, não chegamos a ver... Nesse trecho do município de Marataízes, elas são bem destacadas. Pena que, sem poder descer à praia, o único ponto de parada no acostamento resultava numa foto visualmente poluída por postes e fios...
Marataízes no inverno e com chuva parece um deserto à beira-mar.
Esperando desanimada a volta do verão, Marataízes parecia uma cidade fantasma, a foto da Praia Central praticamente resume a situação...
 
Só não deu pra saber a que se refere o monumento...
Tomando o rumo das serras, o reencontro com a chuva (de que fomos poupados no litoral), em Safra, local do cruzamento com a BR-101, onde ficou evidente o grande movimento de caminhões. 
 
Com chuva, a confusa travessia por Cachoeiro de Itapemirim.
Continuando a subida pelo vale, a travessia de Cachoeiro de Itapemirim, com seus ares de cidade grande e, mais uma vez induzido pelo Waze, o desvio (para meu desgosto) por fora da cidade de Castelo (terra de parentes)
 
Blocos de mármore, carga muito comum na região.
Agora, o rei da estrada era o caminhão com enormes pedras de mármore ou granito, que a sua extração é a grande atividade econômica da região.

quarta-feira, 3 de setembro de 2025

✓ Ponte, estrada e torres / # 8 - Mar, Serra e Rio (RJ/ES): dia 2 (03/07/2025)

Visto (e sofrido) o estrago do Pontal de Atafona, a meta agora era o extremo nordeste do RJ, o litoral que vai até a divisa com o Espírito Santo.
O Waze mais uma vez queria ir pelo asfalto, pelas BRs... Indicava sair para Campos, depois a BR-101 e pegar uma RJ até Barra do Itabapoana, dava uns 120km. 
Ora, o interessante era ir rente ao mar, atravessando a nova ponte a apenas 15km da foz do Paraíba do Sul, inaugurada em março deste ano (uns 80km de estrada).
"Ponte da Integração Deputado João Peixoto", sobre o Rio Paraíba do Sul, inaugurada em fevereiro de 2025. Antes da metade dos 80 km de distância entre Campos dos Goytacazes e a foz, em São João da Barra.
Ponte novinha, de acessos bem sinalizados... 
 
O padrão geral das estradas estaduais no norte do RJ é a do asfalto muito desgastado, bem esburacado.
O problema estava na continuidade do caminho: uma estrada de terra bastante gasta (embora muito melhor do que, em 2023, as estaduais do Sul de Minas). 
 
Como complemento à construção da nova ponte sobre o Paraíba do Sul, a estrada que dá continuidade à rota litorânea na direção do ES, está sendo reformada e vai ser novamente asfaltada.
Mas, logo depois, uma surpresa positiva, certamente para dar vazão ao trânsito pela ponte nova: encontramos obras de preparação de novo asfalto, muitos quilômetros de terra bem compactada. 
 
No caminho para Barra do Itabapoana começam a aparecer as torres de produção de energia eólica.
Nesse trecho, antes de chegar de novo ao litoral, encontrei, pela primeira vez, as torres com hélices de produção de energia, as “turbinas eólicas". 

As torres ocupam terras de antigas

plantações de cana de açúcar

ou criação de gado.





 
Um tanto assustadoras, mesmo vistas de longe, mas, ao que parece, uma nova opção econômica para a região...

Na sequência das praias, em bocas de rios menores, apareceram barcos de pesca, muitos. 
 
Deve ser uma atividade econômica tradicional, até secular, mas não deu para imaginar como a produção de pescado da região entra no mercado geral do Estado do Rio de Janeiro ou do país...
No rio Guaxindiba, um porto para traineiras e local de recuperação dos barcos.

 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Eis que surge, de passagem por um longo trecho de praias, o belo farol da Ponta do Retiro, talvez para “compensar”, na véspera, a “perda” do farol de São Tomé.  
 
Na Praia da Lagoa Doce, o farol da Ponta do Retiro, e o casarão abandonado.


Uma torre cilíndrica bem destacada à beira-mar, mas não totalmente sozinha... 
Rota facilitada pela nova ponte sobre o Paraíba do Sul.
 
Junto a ela, um belo casarão completamente abandonado, que teria pertencido ao dono da falida fábrica de farinha Tipity, localizada em outro local do município de São Francisco do Itabapoana - RJ.
 
Para conferir este trecho, o mapa do percurso, que mostra como a nova ponte, evitando a ida e volta a Campos dos Goytacazes, diminuiu a distância entre os dois trechos do litoral nordeste do Estado do RJ.