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domingo, 7 de setembro de 2025

✓ Uma pedra (azul?) no caminho / # 11 - Mar, Serra e Rio (RJ/ES): dia 4 (05/07/2025)

No quarto dia de viagem, saindo de Venda Nova do Imigrante para ir a Domingos Martins, município cuja grande atração era a falada Pedra Azul. Aí percebemos que a tal pedra ficava (e para isto servem os mapas!) a apenas 15 km e a cidade a 50 km depois!
 
Antes da pedra uma curiosa atração virou frustração: um café da manhã incrementado em uma pousada num alto de serra. 
A sugestão veio de um jovem garçom, da família de um restaurante onde jantamos, e parecia excelente. Ruim (e perigosa) era a estrada... "Escalamos" a rampa até o carro girar na pista, quase lá, e aí, por prudência, desistimos.

De novo na estrada, a evidência de que a área tem aporte turístico: paramos para tomar café, fim da manhã, e o restaurante ainda estava completamente vazio até de funcionários.

Entrando no caminho de acesso, se destacavam, na agradável paisagem, as pousadas (e algumas plantações). 

Mas, de imediato, a Pedra Azul, acima da estrada, passou a dominar o visual. O azul é relativo, dizem que depende da hora do dia, para nós continuou cinza...

Chegamos a um ponto de apoio (bar, padaria, estacionamento) e aí começava a trilha para a sede do parque. 
Apenas uma amostra, menos de 1 km, entre plantações de café e até de cerejeiras.


Lá na sede a proposta era outra... Encontramos um grupo recebendo instruções para a caminhada em torno da Pedra Azul, mais de 3 km. 

Interessados, fomos até ao início da trilha. 
 
Imediatamente concluímos que nos faltava uma boa preparação para encarar o desafio. 


Melhor voltar, comprar umas lembrancinhas, fazer um lanche reanimador...

domingo, 27 de julho de 2025

✓ A Feia e o Furado / # 5 - Mar, Serra e Rio (RJ/ES): dia 1 (02/07/2025)

De volta à estrada, rumo ao mar. A paisagem segue horizontal, até parece querer sustentar a ilusão de que a Terra é plana...
À volta, o que se vê é, basicamente, capim ralo, a típica vegetação de restinga. Em poucos trechos aparecem, ainda, plantações de cana de açúcar. Acabou a euforia de outros tempos, mas não surgiram muitas alternativas de produção agrícola...
 
Ao longe, um trecho da Lagoa Feia. À margem, terrenos à venda.
A estrada contorna pelo sul a Lagoa Feia, da qual se vê apenas a linha d'água no horizonte. Ali, ao que parece, a especulação imobiliária não é tão dinâmica assim...
Chega-se ao mar e começam a aparecer pequenos balneários, casas à beira da estrada. E, do outro lado, larguíssimas praias. 
 
Do nada, um cais (ou ponte) adentra o mar.
Um longo cais (ou ponte) de acesso faz a ligação entre o continente e o oceano: para uso dos turistas ou uma guia para oleoduto vindo de alguma plataforma da Bacia de Campos?
Enfim, num lugarejo pequeno, tem-se o encontro com o Canal das Flechas e, na ponta, com a Barra do Furado. Este é o caminho principal de saída das águas da Lagoa Feia. No século XIX, aí funcionou um porto clandestino onde traficantes, a serviço dos fazendeiros, desembarcavam escravizados, negros trazidos da África, até muito depois do suposto fim do tráfico. 
 
Na Barra do Furado, pelo Canal das Flechas, uma traineira volta do mar.
O mar, apesar do tempo fechado e das chuvas da véspera, mantinha-se calmo. A traineira entrava com seus peixes pela Barra do Furado na direção do pequeno porto no Canal das Flechas, ainda perto da foz.
Saindo dali, seguimos pela estrada que acompanha por alguns quilômetros o canal, até chegar à ponte que o atravessa. 
 
O tradicional estilo rural das casas da região.
A paisagem continua igual. Casas antigas de pequenos sítios se repetem, quase iguais também, com colunas e varandão. 
Uma das derradeiras plantações de cana de açúcar da Baixada Campista.
E o pouco que se vê de plantação é, mais uma vez, a já mais do que histórica cana de açúcar...