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sábado, 13 de setembro de 2025

✓ Na intimidade da viagem / Mar, Serra e Rio (RJ/ES): # 18, dia 8 (09/07/2025)

Último dia da viagem, um parada estratégica, para dar uma relaxada e voltar calmamente para casa. 

Olaria, um dos bairros de confecções de Nova Friburgo

Depois de ziguezaguear por várias cidades do vale do Paraíba do Sul, na região noroeste do RJ (que, aliás, merecem nova visita mais cuidadosa), a parada em Nova Friburgo se deveu a questões íntimas. Não de foro, mas de roupas... 

Diversificando negócios: bazar no estacionamento

Consultando lojas.
Por coincidência, não por isso, foi o dia (e noite) mais frio da viagem, baixou a 8ºC na madrugada...

 

Todos sabem que a cidade é um polo industrial especializado nessas preciosidades. Daí, apesar do frio, logo cedo partimos, atendendo aos interesses das companheiras de viagem, para o bairro Olaria, indicado como o melhor local para compras.
 

De manhã, lojas já bastante cheias de clientes.
No que tomamos como base da operação um estacionamento que era também um improvisado bazar, as coordenadas das lojas citadas no Google foram devidamente estudadas no Waze e, de imediato, a pesquisa presencial começou. 

O mostruário transborda das lojas.

Na prática, no que saímos à rua, valeram as ofertas das portas das lojas...
 

Desnecessário dizer, até porque é fácil imaginar, que era farta e variada a oferta da assim chamada “lingerie”, os manequins mostravam tudo. 

Ofertas delirantes parecem flutuar no ar.

Fazer compras era questão só de cores e medidas, escolha de modas e lugar. 

 

Manequins chamam a atenção das clientes.
As lojas pululam e estão, além de nas garagens, até nos becos, ou seja, a concentração e a concorrência são grandes...
 

Tomou-nos a manhã inteira, mas, me garantiram, valeu a pena. 

A apresentação dos produtos são realísticas.
Compras feitas, anseios atendidos, sonhos realizados, estoque renovado, hora de dar um tchauzinho para a cidade.

Até a próxima visita, Nova Friburgo!

 

Depois de nova passagem pela simpática praça redonda, era hora de descer a serra, no rumo do Rio.

Ponte Rio-Niterói: paciência, estamos chegando...

 

Retomando a BR-101 para cruzar a Ponte, para deixar uma parte da equipe no Rio de Janeiro. 

E depois, afinal, Niterói.

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Resumo geral 

Resumo: "RJ-ES: praia, serra e rio", Fiat Argo, 2025
Viagem de quase 1400 km, realizada em oito dias, com cerca de 40 horas ao volante por estradas e caminhos. Viagem bem razoável no esforço e muito gratificante na vivência, na companhia de Regina Bienenstein e Fernanda Zoninsein.

Destaque-se que a maior parte das fotografias, dado que estive ao volante do carro todo o tempo, são, em geral com minha orientação ou sugestão, da imprescindível Regina Bienenstein.

quinta-feira, 4 de setembro de 2025

✓ Um estirão: da costa à serra / # 9 - Mar, Serra e Rio (RJ/ES): dia 2 (03/07/2025)

 Saindo do Estado do Rio no rumo das Serras Capixabas pela rota das praias, a ideia era encarar um estirão: seguir até Marataízes, para embicar vale do Rio Itapemirim acima.

Do lado RJ da divisa com o Espírito Santo, barcos no Rio Itabapoana.
Vindo do porto da Barra, cruzando o Itabapoana, via-se que o litoral do Espírito Santo era uma continuidade. 
 
Caminhões carregados de cana de açúcar continuam frequentes na região.
Até mesmo pela presença da plantações de cana de açúcar, ainda que esparsas, sempre enchendo até o teto os caminhões.
 
A (meio escondida) falésia no litoral de Marataízes.
Nesse trecho, a atração eram as falésias. Existem também em Guaxindiba, ainda no RJ, só que menores, não chegamos a ver... Nesse trecho do município de Marataízes, elas são bem destacadas. Pena que, sem poder descer à praia, o único ponto de parada no acostamento resultava numa foto visualmente poluída por postes e fios...
Marataízes no inverno e com chuva parece um deserto à beira-mar.
Esperando desanimada a volta do verão, Marataízes parecia uma cidade fantasma, a foto da Praia Central praticamente resume a situação...
 
Só não deu pra saber a que se refere o monumento...
Tomando o rumo das serras, o reencontro com a chuva (de que fomos poupados no litoral), em Safra, local do cruzamento com a BR-101, onde ficou evidente o grande movimento de caminhões. 
 
Com chuva, a confusa travessia por Cachoeiro de Itapemirim.
Continuando a subida pelo vale, a travessia de Cachoeiro de Itapemirim, com seus ares de cidade grande e, mais uma vez induzido pelo Waze, o desvio (para meu desgosto) por fora da cidade de Castelo (terra de parentes)
 
Blocos de mármore, carga muito comum na região.
Agora, o rei da estrada era o caminhão com enormes pedras de mármore ou granito, que a sua extração é a grande atividade econômica da região.

domingo, 27 de julho de 2025

✓ O Waze corta a "wave" / # 6 - Mar, Serra e Rio (RJ/ES): dia 1 (02/07/2025)

A proposta era viajar cerca de 350 km por dia, com muita calma, fazendo algumas paradas para observar detalhes, e chegar ao pernoite ainda com luz do dia (que no inverno é mais curto, até pouco depois das 17 horas). Este primeiro dia foi prejudicado por um atraso de manhã, de quase três horas, causados pela chuva forte e bloqueios por acidentes na BR-101.
O que se pretendia era seguir pelo litoral, passando pelo farol de São Tomé e tentar ver o Porto do Açu, até chegar a São João da Barra, lá na foz do Paraíba do Sul.
Entramos nesse último trecho quase às 16h, e aí começa o grande embate entre as tecnologias de localização e deslocamento agora disponíveis, Google e Waze. O planejamento foi feito usando o Google Maps, observando inclusive com o Google Street as condições das estradas (e é impressionante ver como já circulou por praticamente todas as ruas e estradas do país). Mas, na viagem usava-se o Waze, programando nele a rota entre o início e o fim do dia (para evitar perda de sinal de Internet no caminho). E o Waze se mostrou apaixonado pelo asfalto (parece que tem medo de estrada de terra...), preferindo as BRs, ao buscar o caminho mais rápido, em vez das estradas estaduais. Muito prático, mas, totalmente fora da filosofia da viagem, me “cortou a onda”...
Com o desvio forçado, perdemos o farol de São Tomé e o Porto do Açu...
(Ah, que saudade dos grandes mapas dobráveis que a Esso, hoje Exxon, distribuía nos postos de estrada nos tempos em que eu, pré-adolescente, viajava com meus irmãos caminhoneiros)...
Aí, perdemos a estradinha de acesso à comporta pela qual se faz a travessia do Canal das Flechas. E, com o adiantado da hora, o jeito foi aceitar o prejuízo da perda da rota pelo litoral. Restou a esperança de uma chance de voltar à região, que deve se tornar importante polo econômico com a ferrovia planejada para ligar o Porto do Açu às áreas de mineração de Minas Gerais. Quando? Um dia...

Daí, o Waze nos levou (incluindo algumas estradas de terra...) até a periferia de Campos dos Goytacazes, de onde pegamos a estrada para São João da Barra. Talvez mais rápido, mas muito mais desgastante, um trânsito pesado (e meio enlouquecido), que exigiu tanta atenção que ficou sem foto de registro.
 
O vazio, fora da temporada, hotel de veraneio.
Antes de São João da Barra, no distrito da Praia de Grussaí, ficamos numa pousada de veraneio, a Dom Quixote. Ainda bem que a preço acessível, que nesta época de inverno só hospeda alguns funcionários de empresas que atuam no Porto do Açu. 
Um peixe bem acompanhado para forrar a pança e reanimar a viagem...
Numa pesquisa meio virtual meio visual, fomos abastecer o estômago em um vazio restaurante em estilo “riponga”, o Transa Louca. Nós demos bem: o peixe assado (repare na travessa) foi tão bem servido que quase esquecemos que o dia inteiro foi à base de biscoitinhos...