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domingo, 27 de julho de 2025

✓ O Waze corta a "wave" / # 6 - Mar, Serra e Rio (RJ/ES): dia 1 (02/07/2025)

A proposta era viajar cerca de 350 km por dia, com muita calma, fazendo algumas paradas para observar detalhes, e chegar ao pernoite ainda com luz do dia (que no inverno é mais curto, até pouco depois das 17 horas). Este primeiro dia foi prejudicado por um atraso de manhã, de quase três horas, causados pela chuva forte e bloqueios por acidentes na BR-101.
O que se pretendia era seguir pelo litoral, passando pelo farol de São Tomé e tentar ver o Porto do Açu, até chegar a São João da Barra, lá na foz do Paraíba do Sul.
Entramos nesse último trecho quase às 16h, e aí começa o grande embate entre as tecnologias de localização e deslocamento agora disponíveis, Google e Waze. O planejamento foi feito usando o Google Maps, observando inclusive com o Google Street as condições das estradas (e é impressionante ver como já circulou por praticamente todas as ruas e estradas do país). Mas, na viagem usava-se o Waze, programando nele a rota entre o início e o fim do dia (para evitar perda de sinal de Internet no caminho). E o Waze se mostrou apaixonado pelo asfalto (parece que tem medo de estrada de terra...), preferindo as BRs, ao buscar o caminho mais rápido, em vez das estradas estaduais. Muito prático, mas, totalmente fora da filosofia da viagem, me “cortou a onda”...
Com o desvio forçado, perdemos o farol de São Tomé e o Porto do Açu...
(Ah, que saudade dos grandes mapas dobráveis que a Esso, hoje Exxon, distribuía nos postos de estrada nos tempos em que eu, pré-adolescente, viajava com meus irmãos caminhoneiros)...
Aí, perdemos a estradinha de acesso à comporta pela qual se faz a travessia do Canal das Flechas. E, com o adiantado da hora, o jeito foi aceitar o prejuízo da perda da rota pelo litoral. Restou a esperança de uma chance de voltar à região, que deve se tornar importante polo econômico com a ferrovia planejada para ligar o Porto do Açu às áreas de mineração de Minas Gerais. Quando? Um dia...

Daí, o Waze nos levou (incluindo algumas estradas de terra...) até a periferia de Campos dos Goytacazes, de onde pegamos a estrada para São João da Barra. Talvez mais rápido, mas muito mais desgastante, um trânsito pesado (e meio enlouquecido), que exigiu tanta atenção que ficou sem foto de registro.
 
O vazio, fora da temporada, hotel de veraneio.
Antes de São João da Barra, no distrito da Praia de Grussaí, ficamos numa pousada de veraneio, a Dom Quixote. Ainda bem que a preço acessível, que nesta época de inverno só hospeda alguns funcionários de empresas que atuam no Porto do Açu. 
Um peixe bem acompanhado para forrar a pança e reanimar a viagem...
Numa pesquisa meio virtual meio visual, fomos abastecer o estômago em um vazio restaurante em estilo “riponga”, o Transa Louca. Nós demos bem: o peixe assado (repare na travessa) foi tão bem servido que quase esquecemos que o dia inteiro foi à base de biscoitinhos...

sexta-feira, 11 de julho de 2025

Ponto de Partida (em tempo de repartir)

Não maiores nem melhores, as minhas viagens...

Começo aqui a proposta de registrar a mais recente viagem da minha (até extensa) lista. E o faço com a expectativa de retornar às anteriores, até onde a memória e a disposição me deixarem ir, até chegar a meu mapa pessoal de interação com o mundo. 

Sinceramente, o ponto de partida é este: sou um ser geográfico. Daí, no mundo ou na mente, viajante

Viajante já na identidade... Nasci no Hospital do IAPETEC (hoje, Hospital Geral de Bonsucesso), no Rio de Janeiro, em 1950. Levado para Duque de Caxias, onde a família morava, fui registrado lá (e imagino as razões práticas do meu pai). Física e legalmente, a minha primeira viagem!

Sempre estive interessado pela localização e características dos lugares, não só os conhecidos. E tanto em termos físicos, concretos, reais, como nos genéricos, abstratos, virtuais. Fui um garoto que era, entre poucas manias, apaixonado por leitura de mapas! 

Na verdade, não só de ler mapas: eu lia Atlas!... Viajava com a ponta dos dedos pelas estradas, pelos rios, e atravessava mares, oceanos. Sem a facilidade digital de conseguir imagens dos locais, fazia das leituras sobre e da imaginação as minhas grandes referências sobre os lugares.

Bem, há muito assunto nestas viagens da memória, pelos caminhos que trilhei, pelas águas que naveguei, pelas estradas em que dirigi. São lugares a que fui e busco retornar, mas ficam (para) um pouco adiante...

Fonte: Google Maps, 2025.