domingo, 27 de julho de 2025
✓ Atafona: o fim da terra / # 7 - Mar, Serra e Rio (RJ/ES): dia 2 (03/07/2025)
✓ O Waze corta a "wave" / # 6 - Mar, Serra e Rio (RJ/ES): dia 1 (02/07/2025)
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| Com o desvio forçado, perdemos o farol de São Tomé e o Porto do Açu... |
✓ A Feia e o Furado / # 5 - Mar, Serra e Rio (RJ/ES): dia 1 (02/07/2025)
sábado, 26 de julho de 2025
✓ Quissamã, escrava da História / # 4 - Mar, Serra e Rio (RJ/ES): dia 1 (02/07/2025)
Quissamã fazia parte do grande complexo agrário produtor de cana de açúcar instalado, desde a época da Colônia, na região de Campos dos Goytacazes. Na época, só foi possível com a importação maciça de pessoas escravizadas, trazidas da África pelos portugueses.
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O canal Campos-Macaé foi construído entre 1844 e 1961, evidentemente com mão de obra de africanos escravizados. Com 15 metros de largura e 106 km de extensão, foi o segundo canal artificial mais longo do mundo (Suez, 163 km; Panamá, 82 km). Partes estão aterradas, em Quissamã está cheio de aguapés (gigoga), mas ainda há trechos utilizáveis.
O baobá é um verdadeiro monumento natural!... Um dos poucos no Brasil, a sua semente teria sido trazida escondida em um "navio negreiro".
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Hoje o baobá é a atração principal do Museu Casa Quissamã, centro cultural, instalado nesta antiga sede de fazenda.
O baobá de Quissamã é o maior dos três existentes no estado do RJ (outros, no Rio, no Jardim Botânico e na Ilha de Paquetá). A muda do baobá teria sido trazida por escravos desembarcados clandestinamente em Barra do Furado, no canal de acesso à Lagoa Feia. Para saber mais sobre este e outros baobás brasileiros, o texto O baobá de Quissamã, de Romildo Guerrante.
O próprio nome da cidade seria referência a escravizados da região de Kissama, em Angola.
A importância desses trabalhadores forçados foi tão grande que recebe a justa homenagem de um monumento junto ao canal.
Monumento em memória dos escravos que trabalharam na construção do Canal Campos-Macaé, localizado à sua margem. A placa, no entanto, lembra a história do negro que, encontrado vivendo entre os índios pelos novos donatários das terras da região, em 1634, se disse escravo forro (alforriado, liberto). Ele lhes teria dito que era da nação Kissama, de Angola, dando origem ao nome da cidade.
domingo, 20 de julho de 2025
✓ Quissamã, a nobreza em casa / # 3 - Mar, Serra e Rio (RJ/ES): dia 1 (02/07/2025)
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| Centro Cultural Sobradinho. Abriga também a Biblioteca Pública Municipal de Quissamã, o Cine Quissamã, o Café da Romana e uma réplica da antiga Estação Ferroviária (à esq.). |
✓ Quissamã bem chegada / # 2 - Mar, Serra e Rio (RJ/ES): dia 1 (02/07/2025)
A chuva continuava sendo a companhia mais constante da viagem. E quando saímos da BR-101, pegando o rumo de Quissamã, atravessando aquela planície enorme, que é a Baixada Campista, não se via quase nada, só a chuva.
sábado, 19 de julho de 2025
✓ Na BR-101 / # 1 - Mar, Serra e Rio (RJ/ES): dia 1 (02/07/2025)
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| Batida feia. Estrada com chuva é um perigo... |
sexta-feira, 11 de julho de 2025
Ponto de Partida (em tempo de repartir)
Não maiores nem melhores, as minhas viagens...
Começo aqui a proposta de registrar a mais recente viagem da minha (até extensa) lista. E o faço com a expectativa de retornar às anteriores, até onde a memória e a disposição me deixarem ir, até chegar a meu mapa pessoal de interação com o mundo.
Sinceramente, o ponto de partida é este: sou um ser geográfico. Daí, no mundo ou na mente, viajante.
Viajante já na identidade... Nasci no Hospital do IAPETEC (hoje, Hospital Geral de Bonsucesso), no Rio de Janeiro, em 1950. Levado para Duque de Caxias, onde a família morava, fui registrado lá (e imagino as razões práticas do meu pai). Física e legalmente, a minha primeira viagem!
Sempre estive interessado pela localização e características dos lugares, não só os conhecidos. E tanto em termos físicos, concretos, reais, como nos genéricos, abstratos, virtuais. Fui um garoto que era, entre poucas manias, apaixonado por leitura de mapas!
Na verdade, não só de ler mapas: eu lia Atlas!... Viajava com a ponta dos dedos pelas estradas, pelos rios, e atravessava mares, oceanos. Sem a facilidade digital de conseguir imagens dos locais, fazia das leituras sobre e da imaginação as minhas grandes referências sobre os lugares.
Bem, há muito assunto nestas viagens da memória, pelos caminhos que trilhei, pelas águas que naveguei, pelas estradas em que dirigi. São lugares a que fui e busco retornar, mas ficam (para) um pouco adiante...
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| Fonte: Google Maps, 2025. |
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Niterói - São Fidélis, via Serra do Desengano - RJ 03 a 06/11/2025 >> parte 1: Niterói - Santa Maria Madalena O convite Nada melhor ...
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Niterói - São Fidélis, via Serra do Desengano - RJ - 03 a 06/11/2025 >> parte 2: Santa Maria Madalena a (quase) Cambiasca Hora de de...
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Não maiores nem melhores, as minhas viagens... Começo aqui a proposta de registrar a mais recente viagem da minha (até extensa) lista....


























