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terça-feira, 9 de setembro de 2025

✓ As delícias do rural, Domingos Martins / # 14 - Mar, Serra e Rio (RJ/ES): dia 5 (06/07/2025)

Quanto à cidade, Domingos Martins se apresentou bem através da sua praça principal, com as várias referências aos imigrantes pomeranos, e da sua "rua de lazer", que concentra opções de produtos, bebidas e comidas. 

No meio da paisagem, um ônibus escolar, um grande progresso!
Ficou evidente que as principais atrações se espalhavam pela área rural, e que o município era bem grande... 
 

A especulação imobiliária faz de tudo para ocupar a paisagem!
Mas, e os passeios? O maior e melhor deles era a Pedra Azul, que conhecemos no caminho, a 50 km de distância, no que viemos de Venda Nova do Imigrante. 

Difíceis, mas belos caminhos rurais.
Optamos então por subir o Circuito do Chapéu (?) até o BioParque da Aves. 

Um local de nome convidativo...
Após uma longa estrada de terra (e de serra) e boas imagens e algumas preocupações, chegamos lá. Mas, não nos pareceu atraente, desistimos da visita...
 

Classe média motorizada, vinda da capital Vitória, a 50 km.

Em compensação, notamos no caminho algo bem melhor, um local chamado Delícias da Tilápia. Domingo, hora do almoço, lá fomos nós! 

Um restaurante com aparência entre o rural e o urbano.

A quantidade de carros estacionados já "antecipava" a qualidade do atendimento do restaurante...


Junto ao restaurante Delícias da Tilápia, uma pousada charmosa.


Todo o ambiente do local, que incluía uma bela pousada ao lado do restaurante. 

Que bom que as nossas subsequentes experiências gastronômicas confirmaram a expectativa!

Moqueca de banana! Basta trocar o peixe pela banana...

Tudo isto envolto pela Mata Atlântica, já vale a parada. 

A tilápia, em várias opções de preparo, foi realmente um sucesso! 

No acervo, 15 volumes de "História do Café no Brasil", Affonso de Taunay
No café, livros sobre o tema
E para mim, que não resisti à curiosidade de experimentar, também a surpreendente moqueca de banana!

 

Como detalhe final, além da sobremesa, a conversa com o proprietário e seu filho, especialista na produção de café.

domingo, 7 de setembro de 2025

✓ Da Rota do Lagarto a Domingos Martins / # 12 - Mar, Serra e Rio (RJ/ES): dia 4 (05/07/2025) >

Cancelados os nossos planos de encarar uma trilha da pesada, voltamos a circular motorizados. Aí, descendo pela Rota do Lagarto, que faz um arco ao sul da Pedra Azul. O nome da estrada é referência a uma coluna natural, presa à pedra, que alguém achou, com razão, se parecer com um lagarto.

A partir daí tivemos melhor noção da importância social da Pedra Azul. 

O que vimos foi uma parte da juventude bem aquinhoada do Estado, com seus carros luxuosos e suas roupas de marcas famosas. 
 
E que convivia animadamente entre pousadas e restaurantes. Os quais, aliás, estavam totalmente tomados por abonados clientes. 

E a propaganda de bons negócios, em especial os imobiliários, condomínios à venda...
Atravessamos os 8km da Rota do Lagarto assistindo a esse espetáculo. 

É bem verdade que também havia negócios mais práticos, a exploração de madeira, por exemplo. 
Ao mesmo tempo, procurávamos outras atrações. Fomos longe atrás de uma plantação de lavanda. E mais uma vez desistimos, por dificuldades de acesso, fora o preço do ingresso na plantação, coisa que nunca tinha visto antes...

Consultando o mapa, entendemos que o melhor mesmo era atravessar de volta toda a Rota até retornar à estrada que liga as duas cidades, a mesma que se estende de Vitória a Belo Horizonte. Vimos vários outros ângulos da Pedra Azul, mas ela continuava cinza...

Cinquenta quilômetros depois, entramos em Domingos Martins ainda a tempo de assistir ao pôr do sol, por cima das montanhas e das construções em estilo enxaimel, evidência de que estávamos em área de imigração alemã.

✓ Uma pedra (azul?) no caminho / # 11 - Mar, Serra e Rio (RJ/ES): dia 4 (05/07/2025)

No quarto dia de viagem, saindo de Venda Nova do Imigrante para ir a Domingos Martins, município cuja grande atração era a falada Pedra Azul. Aí percebemos que a tal pedra ficava (e para isto servem os mapas!) a apenas 15 km e a cidade a 50 km depois!
 
Antes da pedra uma curiosa atração virou frustração: um café da manhã incrementado em uma pousada num alto de serra. 
A sugestão veio de um jovem garçom, da família de um restaurante onde jantamos, e parecia excelente. Ruim (e perigosa) era a estrada... "Escalamos" a rampa até o carro girar na pista, quase lá, e aí, por prudência, desistimos.

De novo na estrada, a evidência de que a área tem aporte turístico: paramos para tomar café, fim da manhã, e o restaurante ainda estava completamente vazio até de funcionários.

Entrando no caminho de acesso, se destacavam, na agradável paisagem, as pousadas (e algumas plantações). 

Mas, de imediato, a Pedra Azul, acima da estrada, passou a dominar o visual. O azul é relativo, dizem que depende da hora do dia, para nós continuou cinza...

Chegamos a um ponto de apoio (bar, padaria, estacionamento) e aí começava a trilha para a sede do parque. 
Apenas uma amostra, menos de 1 km, entre plantações de café e até de cerejeiras.


Lá na sede a proposta era outra... Encontramos um grupo recebendo instruções para a caminhada em torno da Pedra Azul, mais de 3 km. 

Interessados, fomos até ao início da trilha. 
 
Imediatamente concluímos que nos faltava uma boa preparação para encarar o desafio. 


Melhor voltar, comprar umas lembrancinhas, fazer um lanche reanimador...