O segundo dia de viagem na rota do litoral começa com uma grande (mas cruel) atração: a destruição progressiva do Pontal de Atafona.
No caminho, na Avenida Atlântica de São João da Barra, o espanto do viajante diante da largura da praia: o banhista ganhou passarelas para chegar ao mar!
Porém, poucos quarteirões adiante a cena começa a mudar... O mar passa a acumular a areia em dunas, e elas vão ocupando as ruas. Mas, o governo age: máquinas tentam garantir a passagem dos carros.
Só que depois piora: o mar deixa lá a areia estacionada e avança firme (!) sobre a terra firme (?). O mar desconhece limites urbanos, vai comendo a cidade...
Há várias causas possíveis: diminuição do volume das águas do Paraíba do Sul, viradas nas correntes e ventos atlânticos, mudanças climáticas gerais, aquecimento global.
Quem colocou seu futuro ali, seja pescador, veranista ou aposentado, certamente não podia adivinhar. Só que agora tem que se virar, se mudar ou afundar...
Imagine para quem vivia ali há muitos anos, curtindo a praia, o encontro do rio com o mar, vendo agora o seu lar, o seu sossego, levar pancadas das ondas, apanhar das ressacas, afundar no oceano?
Para quem chega de passagem, o turista, o curioso, a cena é chocante!
E quando vai embora, forçado ou espantado, leva a imagem do estrago.
Se tem um mínimo de noção, vai se preocupar: "para mim, quando a destruição vai chegar?"







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